
Programação Maio a Julho - 2009
Dando início à programação, o show de lançamento do Projeto Quarta Cultural terá a participação de vários músicos que farão parte dos eventos: Lula Barbosa, Irineu de Palmira, Baby Mariano, Miriam Mirah, Elaine Morie, Vagner Maciel, Maria Eugênia, Tuta Oliveira, Mariano, Kaka Silva, Yvette Mattos e outros.
Cartola
Angenor de Oliveira, Cartola, nasceu no bairro do Catete, Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1908. Por problemas financeiros, a família mudou-se para o morro da Mangueira. Pobre, trabalhou desde cedo, fazendo bicos como pintor de paredes, lavador de carros e pedreiro. Deixou a escola na quarta série do ensino fundamental.
No morro, conheceu Carlos Cachaça, que viria a ser seu grande parceiro e amigo. Formaram uma associação que acabou gerando a Mangueira, a primeira escola de samba carioca.
Nos anos 1940, viveu um período de grandes dificuldades. Desapareceu completamente dos meios musicais e chegou a ser dado como morto. Em 1957, trabalhando como lavador de carros em Ipanema, foi redescoberto. Em 1974, finalmente, gravou seu primeiro disco solo, “Cartola”. Dois anos depois, lançou um segundo disco, contendo a canção que viria ser um de seus grandes sucessos, As Rosas não Falam. Morreu em 1980, aos 72 anos.
Adoniran Barbosa
Adoniran Barbosa, cujo nome verdadeiro era João Rubinato, nasceu em 06 de agosto de 1910, em Valinhos, São Paulo.
Os personagens de suas músicas foram tirados do dia-a-dia. Assim, ele nos conta a vida de um típico paulistano, filho de imigrantes italianos e a sobrevivência do paulistano comum em uma metrópole. Através de suas músicas, canta, com bom humor, passagens dessa vida sofrida, algumas vezes miserável.
Adoniran nasceu e morreu pobre. Todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando com os amigos. Mais do que sambista, Adoniran foi o cantor da integridade.
Toquinho e Vinicius
No show, Tomás (voz e violão) e Waldson (percussão) homenageiam dois grandes nomes da MPB, cuja parceria de onze anos rendeu 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos. Participação especial de Baby Mariano e Luzinete Ferreira.
Vinicius de Moraes nasceu em 19 de outubro de 1913, no Rio de Janeiro, em uma família amante das letras e da música, e seguiu as duas vocações. Nos anos 30 formou-se em Direito e publicou seu primeiro livro de poemas. Seguiu a carreira diplomática e morou nos Estados Unidos, Uruguai e França. Sua carreira como músico tem início na década de 50, quando conheceu alguns de seus parceiros, como Tom Jobim, Antônio Maria, Edu Lobo, Carlos Lyra e Baden Powell.
Antonio Pecci Filho, Toquinho, nasceu em São Paulo em 6 de julho de 1946. Cantor, compositor e violonista, iniciou a carreira em 1964 em meio a apresentações amadoristas, levado por Paulinho Nogueira, seu professor de violão. Entre outros, compôs com Chico Buarque, Jorge Benjor, Vitor Martins e Paulo Vanzolini, mas seu parceiro maior foi, sem dúvida, Vinicius de Moraes.
De Mira Ira a Imyra Tayra Ypi - Tributo a Taiguara
A Tribo Mira Ira, formada por Lula Barbosa, Mirian Mirah e Mário Lucio Marques, faz nesse show uma homenagem a Taiguara.
Apesar de nascido no Uruguai durante uma temporada de shows de seu pai, bandoneonista e maestro, Taiguara foi um cantor e compositor Brasileiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1949 e depois para São Paulo, em 1960. Largou a faculdade de Direito para se dedicar à música.
Participou de vários festivais e fez muito sucesso nas décadas de 60 e 70.
Considerado um dos símbolos da resistência à censura durante a ditadura militar brasileira, teve cerca de 100 canções vetadas. Os problemas com a censura, em meados de 1973, o levaram ao exílio na Inglaterra. Em 1975, voltou ao Brasil e gravou com Hermeto Paschoal e uma orquestra sinfônica de 80 músicos, o disco Imyra, Tayra, Ipy. O espetáculo de lançamento foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela ditadura militar em poucos dias. Depois disso, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria à África e à Europa por vários anos.
Quando finalmente voltou ao Brasil, em meados dos anos 80, não obteve mais o grande sucesso de outros tempos. Faleceu em 1996.
Para matar as saudades do bar que tanto sucesso fez nos anos 80, vários músicos que fizeram parte da história do bar e da noite paulistana: Lula Barbosa, Baby Mariano, Irineu de Palmira, Yvette Matos, Mariano, Walter Lacerda e outros.
Canções de Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro
Eduardo dos Santos Gudin nasceu em São Paulo, em 14 de Outubro de 1950. Iniciou a carreira como solista de violão, aos 16 anos, convidado por Elis Regina para participar do programa O Fino da Bossa na TV Record. Em 1968, participou do Festival de Música Popular junto com os maiores nomes da época tais como Chico Buarque, Edu Lobo e Caetano Veloso. Em 1970 gravou seu primeiro disco, iniciando sua parceria com Paulo César Pinheiro, com quem compôs aproximadamente 80 músicas. Tem cerca de 300 composições gravadas e editadas.
Paulo César Francisco Pinheiro nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Abril de 1949. Em Angra dos Reis, fez seus primeiros versos e conheceu João de Aquino, com quem compôs Viagem, em 1964. Entre 1968 e 1970 participou de vários festivais tendo como parceiros, entre outros, Baden Powell e Francis Hime. Em 1971, com Eduardo Gudin, venceu o IV Festival Universitário da Música Popular, da TV Tupi. Em 1975 participou com Márcia e Eduardo Gudin do show O importante é que nossa emoção sobreviva, no Teatro Oficina, que resultou em um LP gravado ao vivo. Lançou vários discos e escreveu mais de 1.300 letras, tendo gravadas mais de 700 músicas.
Uma Noite Francesa
Depois do sucesso do filme Piaf, que mostrou a vida e a obra dessa grande estrela da música francesa, e comemorando o ano da França no Brasil, Yvette nos traz um pouco desse universo musical.
No show, além do repertório de Edith Piaf, a cantora apresenta composições de Charles Aznavour, a imprescindível Ne me quitte pas do belga Jacques Brel e, de quebra, apresenta uma pérola pouco conhecida do nosso público: o compositor e intérprete Henri Salvador. Nascido na Guiana Francesa, Henri traz um sabor caribenho pra música francesa. Dizem até que sua canção Dans mon Île, composta em 1958 e gravada por Caetano Veloso, influenciou Tom Jobim a compor Chega de Saudade e criar o que seria, mais tarde, chamado de Bossa Nova.
Chorinho
O choro, popularmente chamado de chorinho, é considerado a primeira expressão da música popular urbana típica do Brasil. Apesar do nome, é em geral de ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo virtuosismo e improviso dos participantes.
Nesse show, Maria Eugênia nos traz uma releitura de chorinhos clássicos, tais como Noites Cariocas, Marambaia, Brasileirinho, Falando de Amor, Choro Chorado e outros.
Felisidade
O show idealizado pelo maestro, compositor e instrumentista Natan Marques, em homenagem a cantora Elis Regina, segue a trajetória do período de oito anos em que trabalharam juntos.
Espetáculos que marcaram época, como Falso Brilhante, Transversal do Tempo, Essa Mulher, Saudades do Brasil e Trem Azul são relembrados por meio de um repertório cheio de canções que emocionam, além de “causos” relatados pelo próprio músico.
Para interpretar os sucessos de Elis, o maestro, que assinou a direção musical de Trem Azul, conta com a participação de Myrthes Aguiar.
La Negra por La Negrita
Miriam faz aqui uma homenagem a Mercedes Sosa, para quem apresentou em primeira mão a canção Sán Vicente (Milton Nascimento) que seria em seguida gravada pela cantora. Participam Jayme Lessa (teclado), Sidão(baixo), Jica (percussão), e André (violão de aço).
Mercedes Sosa nasceu na Argentina em 9 de julho de 1935. Chamada de La Negra pelos longos e lisos cabelos negros, consagrou-se internacionalmente. É também uma conhecida ativista política cuja preocupação sócio-política reflete-se no repertório.
É Samba Mesmo!
Além de composições próprias e de novos compositores, o músico interpreta Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Chico Buarque e João Bosco. Será acompanhado pela banda Companhia Paulista de Samba e contará com as participações especiais de Silvili Sakovic, Vagner Maciel, a clarinetista Keli Aragão, além de outras surpresas. Um show para ver, ouvir e dançar, afinal... É samba mesmo!
Beleléu Karaokê Bar
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